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Arquivo da tag: vampiros; crepusculo; filmes; edward

Diário: No Caos surge a beleza

Olá pessoas!

Pois é… Estou pensando em começar um video log. Afinal está tão na moda ultimamente. Não, “na moda” não se usa mais. Está hype! Isso! Assim ficou melhor.

Bom, na eterna busca por mais e melhores leitores ( ou expectadores, que seja ) estou pensando em diversificar. Andei assistindo alguns vlogs e cheguei à conclusão que não há muitas garotas transmitindo seus pensamentos via imagem em movimento. Por que será hein? Será que têm medo da exposição? Não pode ser isso. Hoje em dia todos querem um pouco de fama, e a exposição é um dos caminhos mais curtos para a fama ( mesmo que por 15 minutos ). Será que elas não têm o que dizer? Também não pode ser isso. Mulheres falam sem parar, por horas à fio. Estranho.. Se alguém souber o porquê desse fenômeno, por favor peço me explicar. Enquanto isso, vou meditando sobre o vlog.

E à propósito, que manhã linda! Adoro Sol e Chuva. Esse tempo indeciso, como se Deus estivesse travando uma batalha interna contra a depressão. Chorar ou rir. Será que Ele é bipolar? 

É durante a indecisão do Universo que temos a chance de ver arco-iris. Não é incrível? É na mistura do Dia e da Noite que o céu fica mais bonito. Café com leite, feijão com arroz… Delícias simples e perfeitas. Misturar é bom! No Caos surge a beleza. No absurdo surge a poesia. Pense nisso!

kisses…

Gisele.

 
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Publicado por em março 10, 2011 em Diário

 

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Poesia: Monstro Ancestral

Querido humano,

Eu te peço desculpas.
Não imaginava o mal que estava causando.
Mas Vampiros são assim.

E eu sou a personificação do que te faz mal.
E você não quer o Mal.
Quem quer, afinal de contas?

A aventura sim, isso é interessante.
Conhecer o Mundo. Ser livre.
Mas quando isso coloca em jogo a felicidade,
Ou mesmo a sanidade de outros,
A história muda de figura.

Querido, eu juro que não sabia.
Até hoje, não havia percebido.
Minha presença representa a morte de uma parte sua.
A parte boa.
Sim, claro que você negará.
Dirá que estou exagerando.
Mas é claro como água.
E assustador como sangue.
E nas entrelinhas você me contou.

Não quero que você se transforme no que não quer ser.
E principalmente não quero ser a causa disso.
Querido, como reparar o dano que eu já posso ter causado.
Sinto-me tão triste, tão culpada.
Como um charmoso demônio de fala mansa, me aproximei.
E quase te fiz cair.
Querido, minha garganta esta seca.
Meu coração, apertado.
Minha alma, dilacerada.

Ao arrancar seu cérebro,
E colocá-lo junto à minha coleção particular,
Não imaginava o mal que causaria a você.
Mas então o coração estava a salvo,
Batendo tranqüilo dentro do seu peito.

Não. Eu estava errada.
Você estava prestes a também doar seu coração,
Para meu laboratório sinistro.
E sem ele, como você ficaria?

Querido, o que mais posso dizer?
Salve-se. Salve-se de mim,
E de minha sede de sangue.
Salve-se de mim,
E de meu mundinho gótico.
Vá para longe de mim.
Feche as portas.
Feche as janelas.
E mesmo que eu vire névoa,
Tente me deter.

Eu, vampira.
Gárgula.
Monstro ancestral.
Tentarei manter distância.
Tentarei ser forte.
Tentarei sobreviver sem você.

Yours Trully

Anita.

 
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Publicado por em junho 26, 2009 em Poesia

 

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Poesia: Reze por mim, meu querido humano.

Oh caro vampiro, meu jovem e querido vampiro. Recém nascido no Sangue, você me parece tão desajeitado.
Meu querido morto-vivo, que um dia foi um belo jovem humano, no que será que você está se transformando?

Enquanto isso tenho meu querido humano.
E como ele me satisfaz,
E como ele aquece meu coração.
Enciumado, tão preocupado.
Tão triste, tão irritado.
Como ele me parece tão interessante
E ao compará-lo aos outros,o Mundo me parece tão opaco. Tão sem vida.

Meu querido vampiro, você provou do meu sangue.
Eu sei. As vezes pareço morta.
As vezes meu coração não bate.
Mas porque será que todos os outros o escutam?
Por que será que todos os outros o desejam?

Meu querido vampiro,eu lutei contra você, e ainda assim você se manteve ao meu lado.
Cão fiel, animal adestrado.
Mas será que eu quero um cão ao meu lado?
Será que preciso de um amigo?
Já que tenho tantos?

E meu criador, às vezes ele aparece.
E sempre dói tanto.
Pois o sangue que ele quer é sempre o mais difícil de drenar.

Meu querido vampiro, se eu soubesse o que realmente quero, não estaria aqui agora,
A mente repleta de dúvidas.
Medo da solidão, medo da velhice, medo da Morte.
Mas afinal o que ou quem é a Morte?
E como será que ela se aproxima?
Será uma bela dama?
Será um fantasma?
Será um rapaz perguntando as horas?
Quando chegará a nossa hora?

E você meu querido humano, um dia verá que nada disso importa.
Nada importa, meu querido. De verdade.
E diga para eles, diga para todos que meu desejo sempre foi ajudá-los.
Meus erros eram conseqüências de uma irritante inocência que insistia em me perseguir.

Se eu realmente tivesse coragem, meu querido humano.
Esse seria um lindo final.
Uma praia deserta ao nascer-do-Sol.
A praia da minha infância.
A praia inicial da minha vida.
Tornando cinza, misturando-me à areia fina.
Tornando sereia, tornando mar.
Misturando-me ao mar, quando na chegada da onda.

Meu querido humano, eu queria levar um pouco da sua tristeza comigo.
E tornar você, alguém mais feliz.
Meu querido vampiro, eu queria deixar alguma esperança para você.
Quando Ela chegar, o que será que poderei levar?
Quando Ela chegar, meu querido humano, me faça um favor,
Reze por mim,
Pois mais ninguém o fará.

Bloody kisses…
Anita.

 
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Publicado por em maio 27, 2009 em Poesia

 

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