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Diário:Moedas de Chocolate e Arte Moderna

Criar um videolog… que absurdo!.. No que eu estava pensando quando cogitei uma coisa assim?.. Minha vida é feita de devaneios e idéias ridículas, ou, como diria alguém que me ama “sonhos brilhantes, e idéias geniais”. Se eu ganhasse um centavo para cada idéia “genial”, já seria a Tia Patinhas. Humm, prefiro moedas de chocolate. Daquelas que a gente comia, quando criança, que na embalagem vinha o desenho de um menininho pirata.
Ser criança é comer chocolate ruim e adorar…
Ser criança é não achar a segunda-feira tão ruim…
É achar o pôr-do-Sol cor-de-rosa a coisa mais engraçada do Mundo..

Cruzes, esse post tá parecendo o interior de um cartão da Halmark.

O fato é que amanhã é feriado e acabaram de decretar uma lei anti-enforcamento aqui por essas bandas. Isso quer dizer: no donut for me!
Terei que, mais uma vez, acordar com o galo cantando, pegar minha viola, botar na sacola, e partir para o Fim do Mundo, que é a localização do meu novo trabalho.
Aqui, da janela, vejo o logotipo do Googlemaps carregando. Aqui, nem Deus se deu ao trabalho de finalizar sua Criação. Lugar ermo, sem vida. A grana é bem melhor, mas logo logo não vai mais valer a pena. Fico sozinha, olhando para o Drywall e ouvindo a conversa dos outros. Balanço minha cadeira, entro no Facebook, penso na vida.
Vida se esvaindo… Sangue pingando (Uma gótica é sempre uma gótica).
O fato é que aqui o silêncio é irritante, mas não é o silêncio sepulcral.
Aqui, o silêncio não tem história.
Aqui não há fantasmas pra me fazer companhia.
Há apenas os meus fantasmas, mas eles estão acanhados. Ainda não se acostumaram com esse ambiente limpo e fresco. Com essa paredes muito brancas, com todo os tampos de vidro e a arte moderna.
Quero meu castelo mal-assombrado…
Quero um casarão caindo aos pedaços.
Quero cheiro de livro velho…
Mas também quero dinheiro. Dinheiro para um dia, ter um castelo mal-assombrado pra chamar de meu…
Quem sabe… um dia?

Kisses…
Gisele.

 
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Publicado por em junho 22, 2011 em Diário

 

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Poesia: Sangue nas paredes

Meu querido humano, por quanto tempo pode uma vida ficar suspensa?
Um momento congelado no tempo, do qual simplesmente não queremos sair.
Sua sensibilidade é interessante.
Sua sinceridade, terrível.
Tão inocente e tão letal.
Pode algo ser mais perigoso?
Pessoas boas são perigosíssimas.
São imprevisíveis.
São egoístas.
Fazem o bem, mas cobram por isso.
E as vezes o preço é alto demais para o resto de nós.
Querido, o que há conosco?
Por que ser sistematicamente pisado? Diariamente
ser massacrado e como num jogo de videogame, ressurgir novo em folha no dia seguinte?

De longe, tudo parece tão bom.
Mas isso vai nos matando aos poucos.
Destruindo nossa energia vital. Nos fazendo envelhecer.
E você acha sinceramente que um final de semana nos cura?
Acha que um feriado prolongado mata o que nos contaminou durante a semana toda?
Se você acha isso, querido, você é ingênuo. Mais um humano sonhador.
Mas algo me diz que você não pensa assim.
Você olha para ele e o quer matar.
Mas calma, você disfarça bem.
Eu disfarço bem.
Incrível como o Mundo vive sob um fino véu de aparências.
E se estivéssemos em outra situação, haveria sangue nas parede.
Querido, sinto sua dor.
Vejo o que se passa.
Imagino por onde você andou.
E tenho certeza: Isso também passará.

Bloody kisses…
Anita.

 
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Publicado por em setembro 20, 2010 em Poesia

 

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Diário: A liberdade é flúida.

Boa Noite, Mundo… Aqui fala Anita.

Imagine-se num campo de prisioneiros, ou uma remota ilha sem lei, e sem vergonha, onde a segurança cala sua voz, onde as armas ferem sua alma, mas ainda assim você tem que sorrir. Um lugar onde os carrascos estão sempre tão bem vestidos, seus algozes de cada dia, sua dor de cada dia, ao menos dia útil, se é que vocês me entendem…
E você que gostava tanto daquele lugar. E irritantemente continua gostando… Não seria estranho? Não seria bizarro?… Sua linda torre de marfin, agora negra como o ébano. Que triste. Que tragédia, ter que sangrar diariamente… Quanto custa uma gota de sangue, mesmo?…

I´ve got soul, but I´m not a soldier, you know?…

E a todos que conseguiram se imaginar num lugar desses.. A todos que estão num lugar dessses, eu digo apenas: Não há Mal que dure para sempre nem Bem que seja eterno. E querem saber de uma coisa: Uma grande rebelião começa com um pequeno ato de loucura, e os gênios são sempre os mais loucos!…

Amigos, isso também passará! Tenham calma. Fiquem frios. Mas não deixem de lutar. A liberdade é muito subjetiva para ser arrancada, vedada, controlada, extirpada. A liberdade é flúida. A liberdade é éter. Voa.

Humanos são adaptáveis.
E nós nos adaptaremos a isso também.
Trabalharemos com lealdade,
Viveremos com fidelidade,
Amaremos com honestidade,
E aguardaremos pela mudança das marés, a dança das cadeiras, o giro dos planetas, o arrependimento, a redenção, e por fim… oras, o Fim.
E um novo começo!!…

Bloody kisses,
Dark Anita.

 
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Publicado por em outubro 20, 2009 em Diário

 

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Poesia: Reze por mim, meu querido humano.

Oh caro vampiro, meu jovem e querido vampiro. Recém nascido no Sangue, você me parece tão desajeitado.
Meu querido morto-vivo, que um dia foi um belo jovem humano, no que será que você está se transformando?

Enquanto isso tenho meu querido humano.
E como ele me satisfaz,
E como ele aquece meu coração.
Enciumado, tão preocupado.
Tão triste, tão irritado.
Como ele me parece tão interessante
E ao compará-lo aos outros,o Mundo me parece tão opaco. Tão sem vida.

Meu querido vampiro, você provou do meu sangue.
Eu sei. As vezes pareço morta.
As vezes meu coração não bate.
Mas porque será que todos os outros o escutam?
Por que será que todos os outros o desejam?

Meu querido vampiro,eu lutei contra você, e ainda assim você se manteve ao meu lado.
Cão fiel, animal adestrado.
Mas será que eu quero um cão ao meu lado?
Será que preciso de um amigo?
Já que tenho tantos?

E meu criador, às vezes ele aparece.
E sempre dói tanto.
Pois o sangue que ele quer é sempre o mais difícil de drenar.

Meu querido vampiro, se eu soubesse o que realmente quero, não estaria aqui agora,
A mente repleta de dúvidas.
Medo da solidão, medo da velhice, medo da Morte.
Mas afinal o que ou quem é a Morte?
E como será que ela se aproxima?
Será uma bela dama?
Será um fantasma?
Será um rapaz perguntando as horas?
Quando chegará a nossa hora?

E você meu querido humano, um dia verá que nada disso importa.
Nada importa, meu querido. De verdade.
E diga para eles, diga para todos que meu desejo sempre foi ajudá-los.
Meus erros eram conseqüências de uma irritante inocência que insistia em me perseguir.

Se eu realmente tivesse coragem, meu querido humano.
Esse seria um lindo final.
Uma praia deserta ao nascer-do-Sol.
A praia da minha infância.
A praia inicial da minha vida.
Tornando cinza, misturando-me à areia fina.
Tornando sereia, tornando mar.
Misturando-me ao mar, quando na chegada da onda.

Meu querido humano, eu queria levar um pouco da sua tristeza comigo.
E tornar você, alguém mais feliz.
Meu querido vampiro, eu queria deixar alguma esperança para você.
Quando Ela chegar, o que será que poderei levar?
Quando Ela chegar, meu querido humano, me faça um favor,
Reze por mim,
Pois mais ninguém o fará.

Bloody kisses…
Anita.

 
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Publicado por em maio 27, 2009 em Poesia

 

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