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Diário: No Caos surge a beleza

Olá pessoas!

Pois é… Estou pensando em começar um video log. Afinal está tão na moda ultimamente. Não, “na moda” não se usa mais. Está hype! Isso! Assim ficou melhor.

Bom, na eterna busca por mais e melhores leitores ( ou expectadores, que seja ) estou pensando em diversificar. Andei assistindo alguns vlogs e cheguei à conclusão que não há muitas garotas transmitindo seus pensamentos via imagem em movimento. Por que será hein? Será que têm medo da exposição? Não pode ser isso. Hoje em dia todos querem um pouco de fama, e a exposição é um dos caminhos mais curtos para a fama ( mesmo que por 15 minutos ). Será que elas não têm o que dizer? Também não pode ser isso. Mulheres falam sem parar, por horas à fio. Estranho.. Se alguém souber o porquê desse fenômeno, por favor peço me explicar. Enquanto isso, vou meditando sobre o vlog.

E à propósito, que manhã linda! Adoro Sol e Chuva. Esse tempo indeciso, como se Deus estivesse travando uma batalha interna contra a depressão. Chorar ou rir. Será que Ele é bipolar? 

É durante a indecisão do Universo que temos a chance de ver arco-iris. Não é incrível? É na mistura do Dia e da Noite que o céu fica mais bonito. Café com leite, feijão com arroz… Delícias simples e perfeitas. Misturar é bom! No Caos surge a beleza. No absurdo surge a poesia. Pense nisso!

kisses…

Gisele.

 
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Publicado por em março 10, 2011 em Diário

 

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Diário: Alice no País dos Bárbaros

Olá meninos e meninas, como vocês estão?

Faz tempo que não nos falamos, não é?

Não estou mencionando uma conversinha casual, mas sim um longo papo… Uma conversa de adultos. Só eu e você. Lembra de como costumava ser? Eu estou quase esquecendo…

Nesse momento é difícil dizer como estou agora.

Sabe aquelas horas em que você simplesmente quer sair correndo e não voltar nunca mais? Aqueles momentos em que você quer fechar os olhos, quer chorar, quer gritar?

Observo a mim mesma e não me reconheço, por isso não tenho como dizer como estou. Do mais puro ódio, pulo para a mais fria indiferença, e depois para uma tristeza originada da saudade que corta meu coração.  Não apenas corta, dilacera.

Engraçado como nada de novo me magoa mais. É o passado que me machuca. Hoje, agora, nada disso mais importa. Não tem mais o mesmo peso, não me afeta. Não me aflige, nem mesmo me emociona. Estou eu perdendo o pouco de humanidade que ainda me restava? Certamente estou mais próxima dos animais do que dos humanos como nunca. A honestidade e a doçura nos olhos de um gato, isso sim me emociona. Por isso me cerco deles. Os guardiões do submundo. Guardas de um portão negro e aterrador. Meus protetores. E seus, também, goste você ou não.

É estranho querer fugir de si mesmo, por mais comum que esse sentimento seja hoje em dia. Feliz foi Alice que conseguiu achar um mundo mais sem nexo do que seu próprio!

Alice e seu coelho apressado, ou lebre, não lembro. O que sei é que não está frio suficiente para nevar mais ainda assim há neve suficiente para mim…

E o Mundo continua sereno.

Estão achando que estou ficando louca, né? 

 Estou ouvindo “Muse”, em especial “Blackout”. É por isso.

Há alguns dias decidi ouvir “Estranged”. E nossa! Essa é de enlouquecer. Mas se encaixou com meu humor no dia.

O Sol já havia partido, e a Lua era um disco de luz sobrenatural iluminando uma noite fria e barulhenta.

Nas ruas, polícia, bêbados, e todo o tipo de criatura que só emerge após as dezoito horas ou quando os bárbaros decidem festejar.

E eu que costumava adorar esse tipo de orgia, me senti enojada, e corri para a casa, assustada, alarmada como uma lebrezinha fugindo do lobo mau.

Imaginem só: Axel berrando nos meus ouvidos, minha mente num rodopio de lembranças, como flashbacks se misturando uns aos outros, palavras, rostos, tudo junto, numa torrente de informações que a música descarregava no meu cérebro, acorde por acorde. De repente toda aquela gente parecia perigosa demais, e tão dificil de entender.

Eu, que costumava passear tranquilamente por aquelas ruas, corria, esgueirando-me pelas sombras, sonhando com o silencio por trás das minhas paredes.

Policiais como cavaleiros negros, armaduras pesadas, espadas de fogo. Seus carros, cavalos demoníacos, os olhos vermelhos brilhando, crinas esvoaçantes.

Ao meu redor, mouros, visigodos, vikings, egípcios.

Reis e rainhas pretendendo ser do povo.

Será que eu também havia caído num tipo de toca? Só que aquela realidade não era nada divertida.

Respirei aliviada quando consegui trancar-me dentro de casa. Minha casa.

Meu templo.

No escuro, lancei minhas armas ao chão e segui para a janela. Tudo aquilo terminaria com algum castelo em chamas, e um sacrifício ao amanhecer. Como sempre.

Tudo bem. Ao menos eu estava segura.

Dá pra imaginar alguém como eu, numa situação como essa?

Ao mesmo tempo em que estou ficando cada vez menos humana, estou temendo mais os humanos.

Talvez seja normal.

Talvez esteja na hora de procurar Midiam, a lendária cidade de Clive Barker. Se você não leu algo escrito por ele, pesquise. Vale a pena. “Hellraiser”  te diz alguma coisa? Acho que não há ninguém que melhor descreva o Inferno como o velho Clive. Não que eu tenha estado lá, para comprovar. Mas tenho uma idéia de como seja, e acredito que você também.  

Um momento.

Estou me perdendo novamente.

Dá até vontade de rir…

Bom, estou longe de minhas amadas torres da igreja, por tempo indeterminado, isso não é novidade…

Mas estou em outro ambiente agora… Igualmente antigo, belo, uma antiga estação de trem.

Lá não há vista para o mar.

Lá não há o calor do Sol.

E eu não consigo ver meus queridos humanos através de suas vidraças tão frágeis.

Bom, é um lugar para pousar.

 Há humanos, mas por enquanto não vejo nada que me interesse ao menos observar, quem dirá proteger.

Acho mesmo que não vou encontrar outros humanos como aqueles. Meus queridos meninos e meninas, que amei e continuo amando. Aqueles a quem eu assistia da torre da igreja.

Por isso repito: Como um corvo negro e agourento,  do mais puro ódio pulo para a mais fria indiferença, e depois para uma tristeza originada da saudade que corta meu coração.  Não apenas corta, dilacera. Mas minhas garras estão prontas. E apesar de tudo, eu ainda sei usá-las.

Bloody kisses…

Anita.

 
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Publicado por em junho 27, 2010 em Diário

 

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Poesia:Irmão Sol, Irmã Lua

Querido humano,

Os meses pesam como séculos.
Será que você sente o mesmo?
Fui banida.
Mas quando o Sol se põe eu posso surgir.
E quando você vai embora, eu chego.
Ainda consigo sentir você por lá.
Observo o lugar em que você esteve a pouquíssimo tempo.
A luz florescente. Tão estéril.
Não ouso me aproximar, não ouso tocar em nada.
Quando o Sol se esconde e a Lua reina no Céu,
É quando eu me levanto e sigo seus passos.
Observo tudo para o que você olhou durante o dia.
Quando aquelas janelas refletiam a luz do dia.
O dia, que já não representa muita coisa para mim.
O dia, que passa tão rápido agora.
Como areia entre meus dedos.
Ai de mim! Carregada de auto-piedade!
Quando será que isso vai acabar?
Querido, sinto tão a sua falta.
O Destino, ou algo do tipo, nos separou.
E da forma mais terrível possível.
Como quando se arranca um esparadrapo,
De uma ferida ainda aberta.
Querido, não consigo chorar. Não mais.
Tanto aconteceu nesse meio tempo.
Vivi e morri mil vezes.
E agora já não sei como estou.
Descobri que além disso, além do que eu tinha,
Não existe mais nada.
Sigo, inventando uma vida para mim.
Sigo, sonâmbula, batendo contra as paredes,
Para encontrar o caminho de volta.
Nem que seja o caminho mais longo.
Querido, minha vida tem sido uma enxurrada.
Eu, agarrada num poste, enquanto a água passa.
Eu, em meio à uma tempestade eterna.
Nada se mantém. Nada e ninguém fica.
Mas nessa confusão de despedidas, é de você que eu sinto mais falta.
Eu me via em você.
E por isso concluía que havia esperança para mim.
Estou só. Como sempre.
Aqui estou. Desaparecendo, para surgir diferente.
Tornando cinza para renascer outra eu.
Estou cansada disso.

Yours trully,

Anita.

 
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Publicado por em fevereiro 9, 2010 em Diário, Poesia

 

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Poesia: Paz e Fúria

O Amor é uma coisa esplêndida.
De fato, o Amor é uma Coisa.
Pois é real, é palpável.
Mas tão volátil.
Explode.
Escapa.
Flui.
Desmancha.
É um furacão.
E quando estamos no meio dele,
Tudo é Paz. E fúria ao mesmo tempo.
Será isso possível?
Paz e Fúria.
E quando desmancha,
Não deixa absolutamente nada.
E esse Nada é terrível.
Talvez o Nada seja o oposto do Amor,
Pois o Amor é vida, e o Nada…
Bom, é nada.
Não é nem sombra,
Porque a sombra precisa de um objeto para projetar-se.
E precisa de luz.
O silêncio é o som de quem quer morrer.
E a madrugada, a pior hora para quem está só.
E o Amor, seja qual for, anula tudo o mais.
Enche de vida. Completa o vazio.
Traz som ao silêncio.
E dia, à madrugada.

Bloody kisses…
Anita.

 
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Publicado por em dezembro 28, 2009 em Poesia

 

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