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Poesia: Inverno, Inferno.

Estou livre de você, sabia?
Hoje concluí isso.
Incrível. Caí em prantos.
Medo.
Mas quando as lágrimas cessaram,
Eu sorri.
Acho que elas acabaram mesmo.
A fonte secou.
Mas misteriosamente, as plantas floresceram.
Tenho estado cercada de plantas, sabia?
Será que você sabe algo sobre mim?
Qualquer coisa, vamos, diga!
Qualquer coisa.
Nada. Certo?
Eu imaginava.
Pois é.
Estou cuidando dessas plantas,
Como bebês que eu não quero ter.
Algumas morrem,
Secam, e me fazem chorar.
Mas, olha, depois que eu retiro as raízes mortas,
Sobra a terra, que pode ser reutilizada.
E eu planto novamente,
E espero com alegria que as sementes germinem
Plantas são boas para pessoas como eu.
Plantas têm raízes,
Plantas buscam o Sol
Se viram para Ele, e estendem seus galhos em sua direção.
É tão bonito.
Será que você já reparou isso?
Tenho, e sempre terei pena de você, sabia?
Antes, você inundava os meus pensamentos
Atrapalhava a minha concentração.
Me fazia adoecer.
Mas o Verão está chegando
E você está indo.
Aliás, já foi há muito tempo.
E eu queria manter sua sombra por aqui.
Para me torturar, por meus erros do passado.
Dane-se o passado!
Eu quero flores.
Eu quero Sol.
Eu quero a brisa do mar.
Eu quero amar.
E ser amada.

Poisoned kisses,
Anita.

 
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Publicado por em novembro 8, 2009 em Poesia

 

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Poesia: O Sol e A Dama de Gelo

Ah meu mais precioso achado,
Você sim me traz tudo o que é humano.
Tudo o que de bom têm os humanos,
E com isso também me faz humana.

Ah sim, você me faz humana, meu querido!
A cada momento. Mesmo quando eu não gosto.
Quando eu arranho e mordo, quando eu bato e chuto.

Você é minha âncora nesse mar tempestuoso,
E em meio a tempestade é apenas a sua voz que ouço.

Meu querido, esse poema açucarado,
É para o humano mais doce que conheço.
Tão doce que misturado ao meu ácido.
Cria um irresistível azedinho-doce,
Que dói o canto das mandíbulas,
Mas que é uma delícia.

E quem disse que o Amor é fácil?
E quem disse que a Felicidade é simples?
Oras, os poetas amam tantos.
E todos ao mesmo tempo.
Amam sombras e luz

E eu amo você.
A luz das luzes.
O caminho que sigo de olhos fechados,
Porque sinto o seu calor.

Meu querido, quero seguir com você.
Me leve pela mão para longe dessas criaturas,
Me leve para longe dos fantasmas e vampiros,
E cadáveres da minha infância.

Me leve para um passeio.
Me leve para visitar meu irmão.
Me encha de coragem.
Me encha de esperança.
Me emocione.

Meu querido humano, sim você uiva sob a Lua Cheia
Mas há Sol dentro de você.
Há uma luz que eu, Lua que sou, apenas reflito.
E cheia de frio, me esquento em você.

Sua dama de gelo, sempre fria como a pedra da lápide.
Pede que você a leve para longe de onde o vento gélido sopra,
E espalha as folhas mortas.

Flores coloridas para fantasmas de crianças…
E não somos todos crianças, brincando com flores coloridas?

Querido, meus devaneios…
Meus cabelos multi-coloridos….
Meus delírios o confundem?
Fiquei calmo,
Tente entender.
Dentro de mim há um Mundo,
Onde não há rei ou rainha.
Há apenas uma festa eterna,
E Sonho ás vezes tenta organizar as coisas.

Querido, a eternidade passa num piscar de olhos
E o Destino quem faz somos nós.

Seguimos em frente!
Cortando as ondas!
Eu e você.
Até onde o Mar não mais exista.
E as estrelas caiam como papel picado.
Até o Fim do Mundo
Até Outros Mundos.
Até quando o Fim nos encontrar.

Sua Gisele.

 
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Publicado por em julho 28, 2009 em Poesia

 

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