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Diário: A liberdade é flúida.

Boa Noite, Mundo… Aqui fala Anita.

Imagine-se num campo de prisioneiros, ou uma remota ilha sem lei, e sem vergonha, onde a segurança cala sua voz, onde as armas ferem sua alma, mas ainda assim você tem que sorrir. Um lugar onde os carrascos estão sempre tão bem vestidos, seus algozes de cada dia, sua dor de cada dia, ao menos dia útil, se é que vocês me entendem…
E você que gostava tanto daquele lugar. E irritantemente continua gostando… Não seria estranho? Não seria bizarro?… Sua linda torre de marfin, agora negra como o ébano. Que triste. Que tragédia, ter que sangrar diariamente… Quanto custa uma gota de sangue, mesmo?…

I´ve got soul, but I´m not a soldier, you know?…

E a todos que conseguiram se imaginar num lugar desses.. A todos que estão num lugar dessses, eu digo apenas: Não há Mal que dure para sempre nem Bem que seja eterno. E querem saber de uma coisa: Uma grande rebelião começa com um pequeno ato de loucura, e os gênios são sempre os mais loucos!…

Amigos, isso também passará! Tenham calma. Fiquem frios. Mas não deixem de lutar. A liberdade é muito subjetiva para ser arrancada, vedada, controlada, extirpada. A liberdade é flúida. A liberdade é éter. Voa.

Humanos são adaptáveis.
E nós nos adaptaremos a isso também.
Trabalharemos com lealdade,
Viveremos com fidelidade,
Amaremos com honestidade,
E aguardaremos pela mudança das marés, a dança das cadeiras, o giro dos planetas, o arrependimento, a redenção, e por fim… oras, o Fim.
E um novo começo!!…

Bloody kisses,
Dark Anita.

 
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Publicado por em outubro 20, 2009 em Diário

 

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Poesia: Amigo, tenha calma.

Amigo, tenha calma.
Logo, isso também passará

Amigo, somos diferentes.
Queremos o que ninguém mais quer
E odiamos o que todos insistem em amar

Amigo, meu irmão se foi.
Eu queria que vocês tivessem se conhecido.
Eu queria ter conhecido ele.

Certamente ele seria melhor do que eu.
Mas fui eu quem ficou.
Fui eu quem insistiu,
Quem chorou.

Amigo, carregamos nossos fantasmas
Nossas correntes, fazendo barulho pelo chão.

Amigo, eu tento te alegrar.
Mas às vezes eu me perco dentro de mim mesma.
E então, é difícil me achar.

Amigo, estou tão cansada.
Cansada dos outros e cansada de mim.
Juro que queria te ajudar.
Mas agora sou eu que preciso de ajuda
E quando isso acontece
Meu redor torna deserto
Somem todos, mesmo os que nunca estiveram por aqui
E eu me viro sozinha
Eu me viro e reviro, e renasço

Amigo, tenha calma
Não lute tanto, contra moinhos de vento.
Somos feitos de luz
E num piscar de olhos, isso tudo acaba.

Kisses,
G.

 
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Publicado por em outubro 2, 2009 em Poesia

 

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