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Arquivo da tag: gargoyle

Poesia: Fantasma Apaixonado

Querido,

 

Queria saber o porquê da sua angústia,

Esse vão tão profundo na sua alma,

Essa fenda em que avistamos o abismo,

Sem saber o que fazer.

 

Querido, sua dor ainda me emociona.

Cada vez mais.

E eu me reflito nela,

Como a Lua ao Sol escaldante,

O Sol que cria mas que também mata.

A Lua que brilha plácida e inútil.

 

Querido, você está cada vez mais distante.

Será a mudança das estações?

Será o medo da Lua Cheia?

Será Medo, puro e simples?

Aquele medo sem razão que faz nosso sangue gelar.

Aquele medo que temos quando passamos por cemitérios.

Será o medo da Morte?

 

Querido, eu sou amiga da Morte.

Ao nascer, ganhei o nome de uma garota morta.

E nunca mais rezei por ela.

 

Querido, você me teme?

E se me teme, porque me ouve?

Será a curiosidade pelo desconhecido?

Geralmente humanos temem o que não conhecem.

Mas você adentra a floresta,

E enfrenta, ainda que amedrontado, a escuridão.

 

Querido, eu sou a escuridão.

Represento o que de negro há na sua alma

Será?…

Será que deixei de seu anjo?

Sinto por isso.

Queria continuar a ser a estátua de mármore.

A gárgula alada, a te observar de longe.

Querido, desculpe se te assusto.

Costumo assustar muita gente.

 

Querido, meu coração chora por você.

Dia após dia,

E quando estou sozinha,

E quando vejo você passar por mim.

 

Querido, eu quero te ajudar,

Quero pegar sua mão,

Quero te levar.

Mas como, sem te ferir?

 

Yours Trully,

 

Anita.

 
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Publicado por em agosto 20, 2009 em Poesia

 

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Diário: Não enfeitem seus gárgulas com touquinhas de Natal

Titia Anita sente-se cada vez mais velha, ao observar os humanos.  Suas invenções, suas gírias, seus modos…

Dá pra ouvir meu suspiro daí. Ando frustrada…

Oh querido Davi, você me fala de molhos à base de uisque e eu aprecio seus belos olhos inocentes.
Um corsário me questiona acerca do sobrenatural, e eu tento não pensar em chocolate.
Enquanto isso, meu analista está de férias e as sombras de lobisomens e vampiros se fazem vistas contra as paredes carmim.

Pobre Anita… 

Façam um favor para essa velha alma destroçada: Não enfeitem seus gárgulas com touquinhas de Natal.. rsrsrsrs…

Bloody Kisses..

anita1

 
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Publicado por em novembro 24, 2008 em Diário

 

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Poesia: Triste anjinho caído

 

Triste anjinho caído, que chora dia após dia.

Perdeu sua harpa de ouro. E a paz que com ela surgia

 

Triste anjinho oprimido, habitar o Mundo é tarefa árdua

E para fugir, anjinho querido, você se tornou um gárgula

 

Avistando o Mundo lá de cima, do alto da torre mais alta

Pense bem, meu pobre anjinho, será que o Paraíso faz falta?

 

As águas por você escorrem,  para se desviarem do muro.

Nós aqui debaixo te olhamos, magoados por seu olhar tão duro

 

Suas pequenas asas de pedra, estão bem coladas ao cimento.

De seus lábios feitos de pedra, ouvimos o seu lamento

 

Triste anjinho de pedra, que espera preso nesse planeta. Nós te protegeremos, querido anjinho.

Não deixaremos que nada te aconteça.

 

 Te pedimos, meu querido anjinho: não fique tão triste assim. Observe que entre os seus dedinhos,

 a Natureza fez crescer um jasmim.

 

Há noite, se sentir-se solitário, entretenha-se com o miado dos gatos. Eles saem após o crepúsculo, 

saltando por todos os lados.

 

Pois no dia do Apocalipse, em meio a um mar de lava quente. Só então, anjinho caído,

você voará novamente.

 

Anita.

 
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Publicado por em outubro 26, 2008 em Poesia

 

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