Poesia: Inverno, Inferno.

•Novembro 8, 2009 • Deixe um comentário

Estou livre de você, sabia?
Hoje concluí isso.
Incrível. Caí em prantos.
Medo.
Mas quando as lágrimas cessaram,
Eu sorri.
Acho que elas acabaram mesmo.
A fonte secou.
Mas misteriosamente, as plantas floresceram.
Tenho estado cercada de plantas, sabia?
Será que você sabe algo sobre mim?
Qualquer coisa, vamos, diga!
Qualquer coisa.
Nada. Certo?
Eu imaginava.
Pois é.
Estou cuidando dessas plantas,
Como bebês que eu não quero ter.
Algumas morrem,
Secam, e me fazem chorar.
Mas, olha, depois que eu retiro as raízes mortas,
Sobra a terra, que pode ser reutilizada.
E eu planto novamente,
E espero com alegria que as sementes germinem
Plantas são boas para pessoas como eu.
Plantas têm raízes,
Plantas buscam o Sol
Se viram para Ele, e estendem seus galhos em sua direção.
É tão bonito.
Será que você já reparou isso?
Tenho, e sempre terei pena de você, sabia?
Antes, você inundava os meus pensamentos
Atrapalhava a minha concentração.
Me fazia adoecer.
Mas o Verão está chegando
E você está indo.
Aliás, já foi há muito tempo.
E eu queria manter sua sombra por aqui.
Para me torturar, por meus erros do passado.
Dane-se o passado!
Eu quero flores.
Eu quero Sol.
Eu quero a brisa do mar.
Eu quero amar.
E ser amada.

Poisoned kisses,
Anita.

Diário: Longa Madrugada

•Novembro 8, 2009 • Deixe um comentário

Meu querido humano,

Aqui fala Anita, depois de tanto tempo.

Sabe, as vezes acho que estamos dançando
E parece uma compassada valsa, requintada dança, com passos regulares.
Mas que tédio!
Noutras vezes, dançamos Tango, apaixonado ritmo, corpos entrelaçados
Ciúme, sangue, morte.
Tão assustador!
No entanto, o que mais me preocupa é quando não estamos dançando.
Quando me parece que ao menos estamos de mãos dadas
Ao menos, caminhando lado a lado.

Querido, está amanhecendo, e eu espero que você esteja bem.
O céu está tornando azul-marinho, e depois roxo,
Os pássaros estão acordando
Os humanos ainda repousam
Eu estou aqui. Uma coruja, assistindo à madrugada
A mente em disparada. Correndo contra pensamentos sombrios
Pensando em presas ternas e saborosas
Do alto da torre de uma igreja em ruínas

Querido, sonhe! Solte-se!
Acredite que qualquer coisa pode ser real
Acredite que fadas existem
Acredite que podemos mudar nosso destino
A qualquer momento, de qualquer forma
É nosso direito buscar o pote de ouro

Desvendemos o Pais das Maravilhas!
Deixemo-nos carregar para a Terra de Oz!
Ou a Terra do Nunca…
Mas definitivamente, deixemos o Sempre para trás!
Pois o sempre é sempre irritante.
O eterno é muito longo
E o jamais, mentiroso.

Querido humano, em sua terna idade
Você já é um vencedor
Querido, com seus fantasmas e correntes
Você ainda consegue caminhar
Querido, com seu esforço para se adaptar
Você cativa a tudo e a todos

Estamos num baile de máscaras, tente entender.
Todos os dias, caminhando por entre mortais com nossas fantasias
Nossos sonhos, enjaulados em gaiolas de ouro,
Tornando cinza e renascendo a cada segundo.

Estamos uma terra estranha,
Onde sempre seremos estrangeiros,
Onde nunca seremos bem-vindos,
Onde cortamos nossas asas para não atrapalhar a passagem.
Querido, a janela dos seus olhos é de puro cristal
Sonoro, límpido, assustador.

Mais do que olhos de ressaca, olhos de tormenta.
Mais do que doces expressões, olhares de reprovação.
As vezes, Jesus para uma criança. Olhar de piedade.
As vezes, humilde peregrino que, para uma santa, olha com devoção.
Mas querido, quase sempre esses olhos observam uma rosa sem nome, adornada com outras rosas esmagadas,
E esses olhos vêem através da seda carmim, das penas de pássaro, do granito da estátua.
E chegam aos laçarotes e rendas cor-de-rosa da menina, escondida lá no fundo. Chorando e gritando, por ver que seu brinquedo de cristal espatifou-se no chão.

Ah, querido humano. Doce e saboroso humano.
As veias repletas do sangue dos justos….

Demora a amanhecer por aqui. O vento gélido eriça minhas penas.
Ao longe espreito um ratinho suculento,
Mas o deixo para os gatos.

Querido, quando o Sol nascer, estarei livre dessa forma.
Caminharei pelas ruas, tal qual você caminha.
Claro, há o inconveniente da máscara, mas isso é apenas um detalhe.
Já estou acostumada.
O fato é que meu lugar é aqui. Aqui em cima, e será por muito tempo.
Entre as sombras, escondida, observando,

Quando será nosso próximo encontro?
Quando dançaremos de novo?
Valsa? Tango?
Ou talvez uma dança medieval,
Tocando as mãos, como Romeu e Julieta.
Talvez apenas uma rápida troca de olhares.
Sinceramente, espero que você esteja bem
Que minhas garras não tenham te ferido muito
Não sou muito boa em alçar vôo com uma carga sob as patas
Ao menos não que não vá devorar em seguida
Espero que os cortes tenham sarado.
Espero que nos vejamos novamente.
Aqui ou ali.
Ou nos meus sonhos.

Dançando descompassado ou não.
Mas ao menos, juntos.

Yours trully,
Anita.

Diário: A liberdade é flúida.

•Outubro 20, 2009 • Deixe um comentário

Boa Noite, Mundo… Aqui fala Anita.

Imagine-se num campo de prisioneiros, ou uma remota ilha sem lei, e sem vergonha, onde a segurança cala sua voz, onde as armas ferem sua alma, mas ainda assim você tem que sorrir. Um lugar onde os carrascos estão sempre tão bem vestidos, seus algozes de cada dia, sua dor de cada dia, ao menos dia útil, se é que vocês me entendem…
E você que gostava tanto daquele lugar. E irritantemente continua gostando… Não seria estranho? Não seria bizarro?… Sua linda torre de marfin, agora negra como o ébano. Que triste. Que tragédia, ter que sangrar diariamente… Quanto custa uma gota de sangue, mesmo?…

I´ve got soul, but I´m not a soldier, you know?…

E a todos que conseguiram se imaginar num lugar desses.. A todos que estão num lugar dessses, eu digo apenas: Não há Mal que dure para sempre nem Bem que seja eterno. E querem saber de uma coisa: Uma grande rebelião começa com um pequeno ato de loucura, e os gênios são sempre os mais loucos!…

Amigos, isso também passará! Tenham calma. Fiquem frios. Mas não deixem de lutar. A liberdade é muito subjetiva para ser arrancada, vedada, controlada, extirpada. A liberdade é flúida. A liberdade é éter. Voa.

Humanos são adaptáveis.
E nós nos adaptaremos a isso também.
Trabalharemos com lealdade,
Viveremos com fidelidade,
Amaremos com honestidade,
E aguardaremos pela mudança das marés, a dança das cadeiras, o giro dos planetas, o arrependimento, a redenção, e por fim… oras, o Fim.
E um novo começo!!…

Bloody kisses,
Dark Anita.

Poesia: Amigo, tenha calma.

•Outubro 2, 2009 • Deixe um comentário

Amigo, tenha calma.
Logo, isso também passará

Amigo, somos diferentes.
Queremos o que ninguém mais quer
E odiamos o que todos insistem em amar

Amigo, meu irmão se foi.
Eu queria que vocês tivessem se conhecido.
Eu queria ter conhecido ele.

Certamente ele seria melhor do que eu.
Mas fui eu quem ficou.
Fui eu quem insistiu,
Quem chorou.

Amigo, carregamos nossos fantasmas
Nossas correntes, fazendo barulho pelo chão.

Amigo, eu tento te alegrar.
Mas às vezes eu me perco dentro de mim mesma.
E então, é difícil me achar.

Amigo, estou tão cansada.
Cansada dos outros e cansada de mim.
Juro que queria te ajudar.
Mas agora sou eu que preciso de ajuda
E quando isso acontece
Meu redor torna deserto
Somem todos, mesmo os que nunca estiveram por aqui
E eu me viro sozinha
Eu me viro e reviro, e renasço

Amigo, tenha calma
Não lute tanto, contra moinhos de vento.
Somos feitos de luz
E num piscar de olhos, isso tudo acaba.

Kisses,
G.

Poesia: Ser Etéreo

•Outubro 2, 2009 • Deixe um comentário

Ser Etéreo 02/10/2009

Para onde você vai, quando sai daqui?
E porque deseja desesperadamente que a hora passe?
O que você encontra, depois de foge daqui?
E por que eu não posso ir junto?

Eu te vejo olhando o relógio
Horas intermináveis
Uma dor ancestral
Um mistério em preto e branco

Alcançar você é como capturar um fantasma
Ele está lá, mas ao mesmo tempo não está
Ele nos visita, mas não temos poder sobre ele.
Nós os chamamos, mas é ele quem decide quando nos deixará

Estar ao seu lado é uma irritante raridade
Vai de encontro aos meus mais antigos dogmas
Vai de encontro à tudo que eu fui um dia

E a cada dia que passa me sinto mais apagada
Minha essência sumindo no Nada
Minha personalidade sendo sugada pelos caprichos dos outros
Minhas vontades sendo torcidas pelas manias alheias
E o medo da solidão
Que me faz tremer, e ceder.

Estar longe de você, meu príncipe gótico
É pular para fora de um romance que eu mesma escrevi
E cair de cabeça no meio de uma realidade insuportável

Minha saga é buscar lirismo num Mundo vazio.
É encontrar flores no deserto.

Sou romântica, pedante e mimada.
E agradeço a Deus por ainda ser assim.
Pois isso é o que resta de alguém que eu já fui um dia
Alguém sem cicatrizes, sem queimaduras,
Sem tatuagens, sem remendos.

Você veio e foi embora.
E talvez volte, mas não por minhas mãos.
Mas certamente irá embora novamente
E novamente eu ficarei investindo contra o ar.
Tentando capturar um fantasma
Um ser etéreo.
Um personagem.
Alguém como você.

Forever yours,

Anita.

Letra: You Must Be blind

•Setembro 2, 2009 • Deixe um comentário

Take a look for you’ll never see
Inside my realm of mass insanity
I feed off fear inside a world that’s wrong
Take my hand now
Won’t you come along

Pure psychosis in this madhouse
Which I call my home
Degradation in it’s purist form
You’re not alone

You must be blind – Black Label Society

Another trip inside the acid bath
No salvation and the grave is coming fast
Synthetic dreams and my drug of choice

Yours Trully,

 

Death.

Poesia: Fantasma Apaixonado

•Agosto 20, 2009 • Deixe um comentário

Querido,

 

Queria saber o porquê da sua angústia,

Esse vão tão profundo na sua alma,

Essa fenda em que avistamos o abismo,

Sem saber o que fazer.

 

Querido, sua dor ainda me emociona.

Cada vez mais.

E eu me reflito nela,

Como a Lua ao Sol escaldante,

O Sol que cria mas que também mata.

A Lua que brilha plácida e inútil.

 

Querido, você está cada vez mais distante.

Será a mudança das estações?

Será o medo da Lua Cheia?

Será Medo, puro e simples?

Aquele medo sem razão que faz nosso sangue gelar.

Aquele medo que temos quando passamos por cemitérios.

Será o medo da Morte?

 

Querido, eu sou amiga da Morte.

Ao nascer, ganhei o nome de uma garota morta.

E nunca mais rezei por ela.

 

Querido, você me teme?

E se me teme, porque me ouve?

Será a curiosidade pelo desconhecido?

Geralmente humanos temem o que não conhecem.

Mas você adentra a floresta,

E enfrenta, ainda que amedrontado, a escuridão.

 

Querido, eu sou a escuridão.

Represento o que de negro há na sua alma

Será?…

Será que deixei de seu anjo?

Sinto por isso.

Queria continuar a ser a estátua de mármore.

A gárgula alada, a te observar de longe.

Querido, desculpe se te assusto.

Costumo assustar muita gente.

 

Querido, meu coração chora por você.

Dia após dia,

E quando estou sozinha,

E quando vejo você passar por mim.

 

Querido, eu quero te ajudar,

Quero pegar sua mão,

Quero te levar.

Mas como, sem te ferir?

 

Yours Trully,

 

Anita.

Diário: Voltei!

•Agosto 17, 2009 • Deixe um comentário

Queridos, estou de volta!! E que maravilha!!…

 Digamos que eu tenha tirado um ” retiro espiritual” durante esse tempinho em que o blog não estava acessível.

Bom, o caso é que voltei! E novamente aqui vocês encontrarão informação, curiosidades, poemas, contos, e muito choro e lamentação. Claro, monstros e humanos se confundem quando ficam tristes, que quando ficam bêbados também… hihihi…

tah tah..

Anita.

Poema: O Sol e A Dama de Gelo

•Julho 28, 2009 • 1 Comentário

Ah meu mais precioso achado,
Você sim me traz tudo o que é humano.
Tudo o que de bom têm os humanos,
E com isso também me faz humana.

Ah sim, você me faz humana, meu querido!
A cada momento. Mesmo quando eu não gosto.
Quando eu arranho e mordo, quando eu bato e chuto.

Você é minha âncora nesse mar tempestuoso,
E em meio a tempestade é apenas a sua voz que ouço.

Meu querido, esse poema açucarado,
É para o humano mais doce que conheço.
Tão doce que misturado ao meu ácido.
Cria um irresistível azedinho-doce,
Que dói o canto das mandíbulas,
Mas que é uma delícia.

E quem disse que o Amor é fácil?
E quem disse que a Felicidade é simples?
Oras, os poetas amam tantos.
E todos ao mesmo tempo.
Amam sombras e luz

E eu amo você.
A luz das luzes.
O caminho que sigo de olhos fechados,
Porque sinto o seu calor.

Meu querido, quero seguir com você.
Me leve pela mão para longe dessas criaturas,
Me leve para longe dos fantasmas e vampiros,
E cadáveres da minha infância.

Me leve para um passeio.
Me leve para visitar meu irmão.
Me encha de coragem.
Me encha de esperança.
Me emocione.

Meu querido humano, sim você uiva sob a Lua Cheia
Mas há Sol dentro de você.
Há uma luz que eu, Lua que sou, apenas reflito.
E cheia de frio, me esquento em você.

Sua dama de gelo, sempre fria como a pedra da lápide.
Pede que você a leve para longe de onde o vento gélido sopra,
E espalha as folhas mortas.

Flores coloridas para fantasmas de crianças…
E não somos todos crianças, brincando com flores coloridas?

Querido, meus devaneios…
Meus cabelos multi-coloridos….
Meus delírios o confundem?
Fiquei calmo,
Tente entender.
Dentro de mim há um Mundo,
Onde não há rei ou rainha.
Há apenas uma festa eterna,
E Sonho ás vezes tenta organizar as coisas.

Querido, a eternidade passa num piscar de olhos
E o Destino quem faz somos nós.

Seguimos em frente!
Cortando as ondas!
Eu e você.
Até onde o Mar não mais exista.
E as estrelas caiam como papel picado.
Até o Fim do Mundo
Até Outros Mundos.
Até quando o Fim nos encontrar.

Sua Gisele.

Poesia: Sua Julieta Gótica

•Julho 28, 2009 • Deixe um comentário

Querido humano (ou será que não)
Será que somos iguais?
Criaturas obtusas. Coisas raras e bizarras.
E sempre com tanto medo dos humanos.
Esses vis seres a nos perseguir. Século após século.
E nós apenas nos defendemos.
Matando e nos matando, a cada segundo.

E que tipo de criatura será você?
Hoje uma humana me fez pensar.
Hoje esta humana olhou por através das fendas.
Das fendas da minha máscara de gesso.
E viu a pedra fria da face do gárgula.
Viu a macia pele pálida do vampiro.
Viu o pelo lustroso do lobo infernal.

Hoje esta humana me viu como sou.
E ela se assustou!
Saiu correndo, aterrorizada.
Temendo por sua alma. Temendo por sua integridade.
Com medo que minha monstruosidade pudesse corromper seu caráter.
Talvez com medo de si mesma. Quem saberá?

Querido monstrinho,
Doce monstrinho,
Meu monstrinho inspirador,
Hoje a humana viu que meu interior e meu exterior finalmente combinam.

Querido anjo,
Meu doce anjinho de asas negras e olhar desesperado,
Não me magoe mais. Estou suficientemente machucada.
Não me maltrate mais. Não mais se divirta as minhas custas.
Sou apenas uma pobre criatura à espera de meu par perfeito.
Tão imperfeito quanto eu.

Querido Monstrinho, então humano,
Fiquei aterrorizada com ela. Sabia?
E preciso de você.
Se não com você, com quem mais poderei chorar,
Quando minhas cobaias humanas perecerem,
Quando minhas criaturinhas aladas saírem voando?

A humana espremeu sua bílis em meus olhos.
Envenenou minha água.
Matou-me de fome.
Fechou-me num círculo mágico.
Feito de giz e pó de tijolo.

Me afastou para longe dela, e para longe de você.
Mas meus olhos machucados ainda alcançaram os seus.
Minha visão turva ainda pôde ver você.
Minhas mãos ainda alcançaram você.
E meu pensamento extrapolou esse círculo.

Sua Julieta gótica não se dá por vencida.
Sua Julieta morta, que passeia por cemitérios,
Não atura humanos arrogantes.
Tão cheios de si, quem pensam que são?
Meu Romeu vitoriano, o veneno não te matou.
A adaga não me cortou.
Pereceremos de outra forma.
Bem longe daqui.
Junto ao construtor de sonhos,
Em outra dimensão.
Longe de humanos e humanas,
Que simplesmente não nos compreendem.

Querido monstrinho,
Sei que nada é para sempre,
Mas algumas escolhas são eternas.
Duram uma vida. Algumas vidas.
Mas quem sabe mensurar a eternidade?

Poisoned kisses,

Anita.

Poesia: Asas e Armaduras

•Julho 22, 2009 • Deixe um comentário

Eu queria poder mergulhar na sua tristeza,
E aos poucos afundar.
E aos poucos perder o ar.
E morrer.

Eu queria poder entender a sua angústia.
E aos poucos te ajudar.
E aos poucos te fazer entender,
Que você não está só.

Cercados de morte, vivemos.
Você, com medo de funerais.
Eu, deliciada por cemitérios,
Que cheios de paz nos sussurram segredos.

Cercados de ódio, vivemos.
Dia após dia, rezando para levantar da cama.
Dia após dia, vivendo como se aquele fosse o último.
O último dia antes do suicídio.

Porque somos assim?
Eu e você,
Tão melancólicos.
E por que eu represento melhor,
Enquanto você ainda se admira com a corrupção?

Jogue o jogo, meu amigo.
Escolha seu lado, e jogue sem medo.
Sem culpa.
Se defenda.
Entenda.
Não somos maus.
Estamos apenas nos defendendo.
Nossas asas são muito frágeis.
Precisamos de armaduras.
As escamas deles são indestrutíveis,
Mas nossas lanças sempre chegam ao coração.
E então eles caem mortos.
E nós sobrevivemos.
Sobrevivemos a tudo.
Entre os mortos, revivemos.
E conquistamos o Mundo.

Yours Trully

Anita.

medea e jason

Diário: Seja amigo da Morte

•Junho 26, 2009 • Deixe um comentário

Ruby GloomQueridinhos da titia Anita,

Hoje acordei tão alegre. O Sol parecendo lua. O céu tão nublado. Lindo quadro. Adoro dias nublados. São tão românticos. Tão góticos. Me lembram de um desenho animado gracinha chamado Ruby Gloom www.rubygloom.com
Bom, há tanto tempo não descrevo minhas aventuras. Nesses meses, muito aconteceu. Meu criador e eu nunca mais nos falamos. Melhor assim. Meu humano continua ao meu lado. Isso é bom! Meu vampiro, cada vez mais apaixonado, manten-se firme e obstinado. Isso é ótimo!
Mas na minha eterna busca por tentar entender os seres humanos, cada vez mais os entendo menos… Incrivel. Amigos são sempre tão ciumentos. Amantes, sempre tão possessivos. Familia, o berço de nossaa neuras. E o passado, uma colônia de fantasmas a nos assombrar para sempre. Ainda bem que gosto de filmes de terror, e sobretudo cemitérios… A propósito, conselho de Anita, não deixe de visitar o cemitério de sua cidade. Se você mora numa grande metrópole, tenho certeze de que há cemitérios lindos para visitar. Não tenha medo dos mortos. A beleza e a paz de um cemitério se equipara a tranquilidade de uma catedral. Meu conselho: Seja amigo(a) da Morte, pois vocês certamente se encontrarão um dia!

Scary kisses…
Anita.

Poesia: Monstro Ancestral

•Junho 26, 2009 • Deixe um comentário

Querido humano,

Eu te peço desculpas.
Não imaginava o mal que estava causando.
Mas Vampiros são assim.

E eu sou a personificação do que te faz mal.
E você não quer o Mal.
Quem quer, afinal de contas?

A aventura sim, isso é interessante.
Conhecer o Mundo. Ser livre.
Mas quando isso coloca em jogo a felicidade,
Ou mesmo a sanidade de outros,
A história muda de figura.

Querido, eu juro que não sabia.
Até hoje, não havia percebido.
Minha presença representa a morte de uma parte sua.
A parte boa.
Sim, claro que você negará.
Dirá que estou exagerando.
Mas é claro como água.
E assustador como sangue.
E nas entrelinhas você me contou.

Não quero que você se transforme no que não quer ser.
E principalmente não quero ser a causa disso.
Querido, como reparar o dano que eu já posso ter causado.
Sinto-me tão triste, tão culpada.
Como um charmoso demônio de fala mansa, me aproximei.
E quase te fiz cair.
Querido, minha garganta esta seca.
Meu coração, apertado.
Minha alma, dilacerada.

Ao arrancar seu cérebro,
E colocá-lo junto à minha coleção particular,
Não imaginava o mal que causaria a você.
Mas então o coração estava a salvo,
Batendo tranqüilo dentro do seu peito.

Não. Eu estava errada.
Você estava prestes a também doar seu coração,
Para meu laboratório sinistro.
E sem ele, como você ficaria?

Querido, o que mais posso dizer?
Salve-se. Salve-se de mim,
E de minha sede de sangue.
Salve-se de mim,
E de meu mundinho gótico.
Vá para longe de mim.
Feche as portas.
Feche as janelas.
E mesmo que eu vire névoa,
Tente me deter.

Eu, vampira.
Gárgula.
Monstro ancestral.
Tentarei manter distância.
Tentarei ser forte.
Tentarei sobreviver sem você.

Yours Trully

Anita.

Poesia: Reze por mim, meu querido humano.

•Maio 27, 2009 • 1 Comentário

Oh caro vampiro, meu jovem e querido vampiro. Recém nascido no Sangue, você me parece tão desajeitado.
Meu querido morto-vivo, que um dia foi um belo jovem humano, no que será que você está se transformando?

Enquanto isso tenho meu querido humano.
E como ele me satisfaz,
E como ele aquece meu coração.
Enciumado, tão preocupado.
Tão triste, tão irritado.
Como ele me parece tão interessante
E ao compará-lo aos outros,o Mundo me parece tão opaco. Tão sem vida.

Meu querido vampiro, você provou do meu sangue.
Eu sei. As vezes pareço morta.
As vezes meu coração não bate.
Mas porque será que todos os outros o escutam?
Por que será que todos os outros o desejam?

Meu querido vampiro,eu lutei contra você, e ainda assim você se manteve ao meu lado.
Cão fiel, animal adestrado.
Mas será que eu quero um cão ao meu lado?
Será que preciso de um amigo?
Já que tenho tantos?

E meu criador, às vezes ele aparece.
E sempre dói tanto.
Pois o sangue que ele quer é sempre o mais difícil de drenar.

Meu querido vampiro, se eu soubesse o que realmente quero, não estaria aqui agora,
A mente repleta de dúvidas.
Medo da solidão, medo da velhice, medo da Morte.
Mas afinal o que ou quem é a Morte?
E como será que ela se aproxima?
Será uma bela dama?
Será um fantasma?
Será um rapaz perguntando as horas?
Quando chegará a nossa hora?

E você meu querido humano, um dia verá que nada disso importa.
Nada importa, meu querido. De verdade.
E diga para eles, diga para todos que meu desejo sempre foi ajudá-los.
Meus erros eram conseqüências de uma irritante inocência que insistia em me perseguir.

Se eu realmente tivesse coragem, meu querido humano.
Esse seria um lindo final.
Uma praia deserta ao nascer-do-Sol.
A praia da minha infância.
A praia inicial da minha vida.
Tornando cinza, misturando-me à areia fina.
Tornando sereia, tornando mar.
Misturando-me ao mar, quando na chegada da onda.

Meu querido humano, eu queria levar um pouco da sua tristeza comigo.
E tornar você, alguém mais feliz.
Meu querido vampiro, eu queria deixar alguma esperança para você.
Quando Ela chegar, o que será que poderei levar?
Quando Ela chegar, meu querido humano, me faça um favor,
Reze por mim,
Pois mais ninguém o fará.

Bloody kisses…
Anita.

Poesia: Max e a faixa negra

•Abril 2, 2009 • Deixe um comentário

Querido humano,

Pontes brancas
Neve gelada

Quando você se descola da realidade, é como se eu te visse caindo para dentro de si, em câmera lenta
Seus movimentos ficam mais lângidos. Sua fala, arrastada.
Você sorri mais. Mas então quando é que você deixa de ser você mesmo?

E quando é que eu perco a visão de quem você realmente é?

Sua imagem fica turva na neve
Seu coração bate mais devagar no frio

No profundo frio que a neve traz às nossas almas
Salvadores cristais de gelo
Max está bem
E nos manda lembranças
Max carrega uma faixa negra no braço esquerdo
E nos ampara quando a Neve vira água
E a água é o sentimento
É o sentir
E realmente queremos sentir?
Felicidade ou tristeza. Tudo complexo demais.
Quem deseja uma dessas coisas?
Muito de algo também pode nos deixar loucos.
Pouco de tudo também.

Mas do que era mesmo que eu estava falando?
Do que era mesmo que estávamos discutindo?
Que vivíamos conversando, e eu tinha tempo para você…
Que pena que relacionamentos evoluem
Que pena que não podemos congelar um momento.
Ou uma pessoa.
Ao menos, não legalmente.

Bloody Kisses…

Anita

Diário: Vinho e Sangue

•Abril 2, 2009 • Deixe um comentário

Queridos,

Esta tem sido uma noite de vinho e sangue. Uma noite de chuva lá fora e meditação aqui dentro. Descobri hoje que uma de minhas humanas está com problemas. Mind problems, as they say… O mais engraçado e ao mesmo tempo bizarro é que ela costumava caçoar do vício de outros humanos tão imperfeitos quanto ela, e agora a pobre mortal utiliza das mesma pílulas salvadoras para tentar curar-se de seu próprio desespero diário. É… Alguns humanos quando olham para dentro de si mesmos, quando conseguem tempo para isso, vêem algo tão horrível que acabam ficando loucos. Por isso, não sofro desse mal. Sei quem e o que sou. E monstros não se deprimem. Se irritam. Matam. E no meu caso, especificamente, protegem seus humanos queridos.

Falando nisso, faz tempo que não falo sobre meu humano predileto. E eu tenho estado tão orgulhosa dele. Seu desenvolvimento, sua positividade, sua própria fé no semelhante têm me deixado feliz. Eu, criatura tão pesimista, fico sinceramente admirada quando alguém se vira para mim e diz que há bondade na Humanidade, que os humanos podem de fato praticar a bondade, sem buscar retorno. Que gratificante. Realmente. Peço desculpas se pareço ironizar, mas estou sendo sincera. Hoje em dia, nessa época, depois de tudo o que eu tenho visto, é dificil acreditar na bondade gratuita humana. Já no caso de demônios, isso é mais aceitável, pois esperamos o Mal, e quando o Bem surge, aí sim vislumbramos um milagre. Bom, deixemos de falar sobre demônios, eles costumam ser bem tediosos. Ou melhor, acho que por hoje está bom. Esta noite sinto-me inspirada e sinto que meu humanozinho tão caridoso, tao sensível, e tão complexo ( por isso tão interessante ) merece uma poesia, mesmo que sangrenta. Pensarei em algo, para você meu muso inspirador.

Bloody Kisses…

Anita.

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Poesia: Tinta Negra

•Março 24, 2009 • Deixe um comentário

Agora pouco tentei escrever sobre você
Perdi minha caneta favorita
E quando vi, a nuvem que havia me lembrado você
Tinha desaparecido
E a música que tinha me lembrado você
Tinha acabado
E de repente você já não fazia mais parte
Do meu dia-a-dia
Das minhas imagens
Das minhas fantasias

Como números em papel de fax
Aos poucos você evanesceu
Como clipes de papel que eu não quero mais
Cada memória vai indo embora
Junto com os documentos
Junto com as Faturas
E as Notas Fiscais para o Japão
Papéis que seguem seu caminho
Assim você também seguiu seu caminho
Para fora daqui e para fora de mim

Querido, como eu te quis…
E por quanto tempo…
Tanto, que eu acabei desisitindo
Mas não desisti de você
Desisti de uma imagem que tinha de você
Uma cópia mal feita
Uma digitalização idealizada
Algo alterado
Melhorado
Quase uma pintura
Tão bonito
Mas ainda assim, de papelão.
Falso Rembrandt
Pendurado na sala de reunião

Querido, quando você me deixou
Eu quis morrer
Realmente quis saltar daqui
Deixar meus sapatinhos no parapeito
E simplesmente voar para fora daqui
Junto com todos esses papéis inúteis
Porque eles se tornariam inúteis,
Depois da minha partida.
Será que eles criariam asas, pobres papéis.
Será que eu criaria asas,
Ou simplesmente fecharia o trânsito
Lá embaixo, cercada de gente
Todos a observar o sangue nodoando as pedras portuguesas

Tão poético.
E será que você se juntaria a multidão?
Será que tiraria os olhos do seu monitor?
Será que o cheiro do meu sangue invadiria o ar condicionado?
E chegaria até você
Te acordando de um meio sonho, com códigos
Onde tudo é zero ou um. Tudo ou nada.

Querido, estamos bem. Não estamos?
Todos nós, digo.
Nossa geração. Nos sinto tão desesperados.
Tão sem propósito
Tão sem alma
Tão descolados uns dos outros

Ou será que é assim que apenas eu me sinto?

Já procurei por todos os lugares
E ainda não encontro minha caneta.
Era branca, com o logotipo de uma companhia de Seguros
A tinta era negra
Era tão macia
Eu a carregava para todos os lugares
Que pena.

Querido, quando foi que perdi você?
Ou será que o tive pelo menos por um segundo?
Sabemos que não estou bem.
E não tenho estado, por muito tempo.
Adeus, meu amor.
Quantas vezes eu disse isso? Já perdi a conta.

Ainda tenho que terminar tanta coisa
Antes de ir embora
Finalizar uns cálculos
Terminar umas conversas
Fechar umas janelas
Guardar coisas
Jogar outras fora.

Querido, você realmente nunca esteve aqui
Depois desse tempo todo, finalmente eu consigo ver.

Raquel.

Rivotril… O que é?

•Fevereiro 14, 2009 • Deixe um comentário

Meus queridos, esta é a nova moda nos consultórios médicos. E me parece bem interessante.
Humm…, será que combina com vodka?… rsrsrsrs…

 
O Ministério do Mundo de Anita adverte: Visite Noah com moderação!
Rivotril: O que é e para que serve ?
 

O rivotril é o clonazepam, um tranqüilizante do grupo dos benzodiazepínicos. Sua alta potência, longo tempo de circulação como forma ativa e peculiaridades farmacodinâmicas o tornam um dos melhores tranqüilizantes disponíveis no mercado. Além disso, é uma medicação antiga o que permite seu conhecimento profundo uma vez que é usada por milhares de pessoas em todo o mundo, há muitos anos, sem nunca ter acontecido nenhum relato de efeitos perigosos.
Como é antigo é também barato e fácil de ser encontrado, o que de forma alguma deve ser interpretado como sendo uma medicação de segunda categoria. A segurança dessa medicação é atestada pelo uso que é feito em crianças há muitos anos, sem nenhum problema decorrente do longo tempo de uso.
A indústria que fabrica essa medicação elegeu este produto como antiepilético. De fato é assim, como todos os tranqüilizantes benzodiazepínicos, mas o efeito antiepilético não é sua principal função.Seu efeito tranqüilizante, sim, deve ser considerado sua principal qualidade.

O Rivotril é eficaz para o controle da Fobia Social,  do Distúrbio do Pânico, das formas de ansiedade genaralizadas e para ajudar a controlar os sintomas de ansiedade normais decorrentes de situações extremas da vida de qualquer um.Sua alta potência garante quase sempre um bom resultado e sua prolongada eliminação do organismo diminuem bastante o risco de dependência química.

A dose comumente empregada varia entre 0,5 e 6mg por dia, podendo chegar a 20mg por dia em certos casos. Recentemente foi lançado a apresentação de 0,25mg de uso sublingual que está indicado para o uso imediato e episódico. Certos pacientes preferem usar a medicação só quando precisam e não o tempo todo como se costuma fazer, para esses casos existe a alternativa a apresentação sublingual.

Principais efeitos:

O bloqueio da ansiedade costuma ser sentido logo nos primeiros dias, com isso os pacientes costumam adquirir confiança na medicação. Por outro lado a sedação é também forte, sendo recomendado para quem está com problemas para dormir.

Ao longo do uso o efeito sedativo costuma diminuir permitindo que as pessoas que foram prejudicadas pela sonolência causada pela medicação restabeleçam seu rendimento normal. A sedação é muito variável: algumas pessoas com 1mg ficam completamente sedadas enquanto outras com 6mg não sentem sono algum.

Isto depende apenas das características pessoais de cada um e é impossível saber como a pessoa reagirá caso esteja tomando pela primeira vez. Doses mais altas podem diminuir o desejo sexual: este efeito colateral desaparece quando a medicação é suspensa. Outros efeitos comuns aos benzodiazepínicos como tonteiras, esquecimentos, fadiga, também podem acontecer.

Considerações importantes:

Não há relatos de má formação induzida durante a gestação provocada pelo rivotril. Sempre que possível, no entanto é recomendável evitar seu uso no primeiro trimestre. Quanto a esse assunto essa medicação é mais segura que outros tranqüilizantes benzodiazepínicos.

Para mais informações, visite:  http://www.psicosite.com.br/ 

 Bloody kisses…

 Anita.

 

 

Poesia: Para Meu jovem vampiro

•Janeiro 28, 2009 • 2 Comentários
Humanos, quem são vocês?.. E como nos fazem sofrer…
Nós, criaturas da noite, simples monstros frágeis e impressionáveis… Cheios de ódio, querendo amar. Torçendo por um amor de conto de fadas. Um buraco no lugar do coração… Uma triste música tocando repetidamente em nossas mentes eternas. Eternos fantasmas…
Quantas vezes eu disse adeus?
Quantos de voces eu tive que deixar, de uma forma ou de outra?
E quantos mais deixarei? E querem saber de uma coisa: não sei explicar, não tenho todas as respostas…
Vocês, sombras da tão cultuada Bella, correm atrás de confusão.. E por que isso? Por que buscamos tanto o sofrimento? Será a dor mais doce do que o amor? Será o perigo da perda mais sedutor do que aquele delicioso sentimento de que nossas almas finalmente se encontraram…
As areias do tempo passam. As florestas, os oceanos…
Passamos anos com lanternas, que mal funcionam. Procuramos nos lugares errados. Secamos a fonte de nossos próprios sonhos.
E depois queremos sonhar mais um pouco, ou sonhar o sonho dos outros..
James Blunt, me diga de onde vem toda essa dor?… Será que você me conhece, ou simplesmente imagina que um pequeno monstrinho patético está chorando sangue em algum canto escuro dessa metrópole, com tanto medo de machucar mais gente..
James, cante, quantas vezes for necessário… Cante, e torne nossas feridas em cicatrizes…
E torçeremos para que um dia elas não mais insistam em doer.
Meu jovem vampiro, não chore lágrimas escarlate. Sei que ainda há muito de lobo em voce. E além do mais, não mereço tanta dedicação.
Meu desejo é estar com você, mas nao mais que isso. Será minha companhia satisfatória, ao menos por enquanto, já que meus sonhos se foram? Pense e me contate.
My most bloody kisses…
Anita.
Goodbye My Lover – James Blunt

Did I disappoint you or let you down?
Should I be feeling guilty or let the judges frown?
‘Cause I saw the end before we’d begun,
Yes I saw you were blinded and I knew I had won.
So I took what’s mine by eternal right.
Took your soul out into the night.
It may be over but it won’t stop there,
I am here for you if you’d only care.
You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I’ve kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I’ve been addicted to you.

Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.

I am a dreamer but when I wake,
You can’t break my spirit – it’s my dreams you take.
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be
I’ve seen you cry, I’ve seen you smile.
I’ve watched you sleeping for a while.
I’d be the father of your child.
I’d spend a lifetime with you.
I know your fears and you know mine.
We’ve had our doubts but now we’re fine,
And I love you, I swear that’s true.
I cannot live without you.

Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.

And I still hold your hand in mine.
In mine when I’m asleep.
And I will bear my soul in time,
When I’m kneeling at your feet.
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.
I’m so hollow, baby, I’m so hollow.
I’m so, I’m so, I’m so hollow.

Diário: Doce toque

•Janeiro 27, 2009 • Deixe um comentário

Queridas crianças, aqui fala Anita… Hoje meu humano favorito me ajudou com um curativo. Que sensação interessante… Ser tocada por um neflin que almeja as nuvens quando a Terra lhe parece muito cruel…

 Fui atacada por lobos ontem à noite, mas encontrei o amparo na alma caridosa de um mortal que limpa minhas feridas, e ouve meus problemas.
Ah querido humano, se pudéssemos juntos partir para a matrix… eu não sentiria nenhuma falta daqui…

bloody kisses…
Anita.

Within Temptation – Angel

Sparkling angel I believe
You were my savior in my time of need.
Blinded by faith I couldn’t hear
All the whispers, the warnings so clear.
I see the angels,
I’ll lead them to your door.
There’s no escape now,
No mercy no more.
No remorse cause I still remember

The smile when you tore me apart.
You took my heart,
Deceived me right from the start.
You showed me dreams,
I wished they’d turn into real.
You broke a promise and made me realize.
It was all just a lie.

Sparkling angel, I couldn’t see
Your dark intentions, your feelings for me.
Fallen angel, tell me why?
What is the reason, the thorn in your eye?
I see the angels,
I’ll lead them to your door
There’s no escape now
No mercy no more
No remorse cause I still remember

The smile when you tore me apart
You took my heart,
Deceived me right from the start.
You showed me dreams,
I wished they’d turn into real.
You broke a promise and made me realize.
It was all just a lie.
Could have been forever.
Now we have reached the end.

This world may have failed you,
It doesn’t give you reason why.
You could have chosen a different path in life.

The smile when you tore me apart.
You took my heart,
Deceived me right from the start.
You showed me dreams,
I wished they’d turn into real.
You broke a promise and made me realize.
It was all just a lie.
Could have been forever.
Now we have reached the end.