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Diário: Cicatrizes de Névoa

Querido humano,
          Tenho pensado em você, porque tenho pensado em mim mesma.
Ás vezes parece que sou feita de névoa, e que  todos vão passando por mim. Mas ainda assim deixam um resíduo. Por que será que me sinto tão marcada assim? Minha pele cria cicatrizes, e as vezes eu não tenho coragem de olhar para elas.  Estou envelhecendo e sinto tanto a sua falta. Na música que estou ouvindo agora, o cantor implora para que eu deixe tudo para trás, tudo o que eu não possa carregar.
Mas e se esses fantasmas e correntes forem só o que eu tenho para carregar?
          E se essa dor for a única coisa que é realmente minha?
          Você já pensou nisso?
          Ás vezes me sinto só, mas às vezes o tumulto me irrita.
          Querido, a neve está caindo, mas sem você não é a mesma coisa.

Bloody kisses,
Anita.

 
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Publicado por em fevereiro 3, 2011 em Diário

 

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URBEX: A Beleza na Decadência

Amigos,

URBEX ou Urban Exploration é um momvimento mundial, liderado principalmente por fotógrafos e estudantes de fotografia de exploração de construções abandonadas, sejam elas casas, hospitais, fábricas, etc.). Funciona exatamente como uma excurção fotográfica a um parque nacional, um grupo de cavernas ou uma praia, só que o alvo dos fotógrafos é capturar a beleza mórbida de estruturas urbanas abandonadas pelo Homem.

Andei pesquisando o assunto há alguns anos, e gosto muito de observar o resultado dessas explorações. Na Internet há milhöes de sites sobre o assunto, com fotos incríveis, que causam calafrios, e nos lembram do quanto somos “perecíveis” perante o Tempo e a mãe Natureza.
As fotos a seguir são de uma casa – atualmente já demolida – localizada na cidadezinha de Sint-Niklaas, Bélgica. Na verdade há uma história muito misteriosa ao redor dessa casa – por isso a escolhi:
Segundo o www.urbex.nl essa rica casa pertenceu a uma jovem e solitária viúva, que envolvendo-se com o pastor local, acabou engravidando. Para evitar a vergonha, a mulher decidiu matar o bebê, logo após o nascimento, o afogando. Quando o assassinato foi descoberto, a mulher foi presa e acabou morrendo na prisão. Essa história passou-se em 1960, e desde então a casa ficou abandonada. As fotos do URBEX são de 2008, quando a casa ainda estava lá.

Para visitar especificamente a matéria sobre Sint-Marie, acesse: http://www.urbex.nl/portal.php?page=225

 

Kisses…
Gisele.

 
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Publicado por em agosto 31, 2011 em Urbex

 

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Diário: A Fada verde e Hermann Hesse

Caros amigos,

Tive um sonho ontem à noite… Eu estava na Londres vitoriana de Stevenson e Wilde, mas quem encontrei por lá foi Hermann Hesse. Entramos num bar, que também era um sebo, e pedimos uma garrafa de Absinto… Ele me presenteou com uma cópia do “Lobo da Estepe”, sorriu e foi embora. De repente, de dentro da garrafa saiu uma pequena fada verde, que também sorriu para mim, e alçou vôo, desaparecendo na penumbra. E então começou a nevar, e eu não me lembro de mais nada.. Acordei, e me lembrei que tenho uma alma remendada.

Descrição da Wiki:
Absinto: Destilado feito da erva Artemisia absinthium. Anis, funcho e por vezes outras ervas compõem a bebida. Ela foi criada e utilizada primeiramente como remédio pelo Dr. Pierre Ordinaire, médico francês que vivia em Couvet na Suíça por volta de 1792.
É por vezes incorretamente chamado de licor, mas é na verdade uma bebida destilada.
O absinto foi especialmente popular na França, sobretudo pela ligação aos artistas parisienses de finais do século XIX e princípios do século XX, até a sua proibição em 1915, tendo ganho alguma popularidade com a sua legalização em vários países. É também conhecido popularmente de fada verde (La Fée Verte) em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Van Gogh, Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec e Aleister Crowley eram adeptos da fada verde.

Kisses…
Gisele.

 
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Publicado por em agosto 30, 2011 em Diário

 

Anita retorna!!

Amigos,

Segue alguns textos muito misteriosos…
Já enviei para análise (sério mesmo!)

Espero que gostem! Deus sabe em qual “vibe” Anita anda atualmente. Uma mistura de monstros de contos de fadas, fantasmas… Tem até Jesus pra iluminar esse povo todo. E por falar em Povo, bom, quem conheçe vai entender…

Anita (07/08/2011)

Quer saber que eu sou?
Tem certeza disso?
Agora não fique com medo,
E preste atenção no que eu digo.

Sou a mãe, a filha e a rainha.
Sou aquela que você já foi um dia.
Sou aquela que roda e que dança.
Aquela que atravessa as eras.
Aquela que nunca se cansa.

Mexer o caldeirão, girar a varinha.
Sacudo meus lenços de seda pura.
Aqui vem Anita, Carmem ou Raquel.
Princesa de todas as minhas filhas.
Rainha de mim mesma.
Essa é quem sou.
Essa é quem sempre fui.

(09/08/2011)
A verdade é um previlégio de poucos e deve ser ministrada tal qual remédio homeopático.
O conhecimento da doutrina espírita nos chega, dependendo do nosso progresso espiritual prévio.
No momento em que somos apresentados à verdade da eternidade da vida, da realidade após a morte, um novo mundo de possibilidades se abre diante de nossos olhos.
Crer não é ser convencido por intermédio desse ou daquele fenômeno.
Crer é sentir no coração e na alma o real significado das palavras de Jesus.

(10/08/2011)
A vida é curta, dizem. Então vamos aproveitá-la ao máximo.
Mas e quando se toma ciência da eternidade do espírito, será que a vida passa a adquirir uma nova “cor”, um novo sentido?
Mas se sou imortal, para quê me preocupar?
Há muito que se preocupar. A vida deve ser valorizada.
Claro, sempre teremos uma nova chance para tentar novamente, mas as implicações do nosso “errar” devem também ser levadas em conta.
A Humanidade caminha às cegas, dia após dia, cometendo os mesmo erros, era após era, tendo de voltar e voltar até expurgar por completo todas as mazelas que adquiriu por sua própria vontade.
Imaginemos o espírito em sua primeira encarnação humana como alguém que acabou de abrir uma conta bancária. Não há nada lá. Créditos ou débitos. Ele começa do zero, como dizem, e por instinto caminha lentamente em direção a sua evolução pessoal.
A falta de compreensão das coisas do espírito faz com que essa “nova” criatura tateie seu caminho como se precorresse uma caverna escura apenas fiando-se no tato.
Ai está! Caminhar pela vida com cuidado é mais seguro do que simplemente sair correndo pela caverna a dentro. Decisões precipitadas geram resultados precipitados. Ter paciência e ouvir a si próprio dá ao espírito, independente de seu estágio evolucional, são atitudes valiosas na busca de uma eternidade cada vez mais iluminada.

Meia-noite/Meio-dia (26/08/2011).

Quem é aquele que se aproxima
Chegando ao vale, em meio ao nevoeiro?
Não digo seu nome, não ousaria.
Mas sei que ele comanda o cruzeiro.

Ao seu redor o Mundo jaz inerte.
O cenário, uma dança de miasmas.
Sinto-me em casa, e me pergunto:
Se fantasmas têm seus próprios fantasmas.

Com um toquinho de vela,
Sigo pela rua escura
Quem consegue não ter medo
Da sua incrível figura?

Nesse redemoinho,
De monstros de contos de fadas,
Os reis sem coroa e espíritos dançantes,
Fazem a festa na madrugada.

Minha pele se retesa
Toda a vez que a cêra cai.
Cada passo faz diferença
Cada vida que se esvai.

Acho que ouvi meu nome
Será que eu te ouvi me chamar?
Mas deve ter sido o vento.
Uma brisa vinda do mar.
.
Um sussurro morno ao ouvido.
Ainda não sei mensurar.
O que você representa,
Só o Tempo vai me contar.

Quantos deles você lidera?
Milhões, tenho certeza.
Como Merlin, seu nome é patente.
Nos círculos da mãe natureza.

Movimente as mãos
Faça desenhos no ar
Sua linha é de fogo
Seus filhos a dançar

Seu exército de muitos.
Nossa proteção
Você é o líder,
Da sua legião

Ao passar pelo portão
Tem certeza de que vai entrar?
Ao comandante, continência.
Nós queremos o saudar

No cruzeiro, uma bandeira
No vento astral, a tremular
Seu símbolo, uma caveira
Para a todos avisar:

Aqui se encontra um nobre
Um príncipe de tempos além da memória
Que hoje protege este campo
Para corrigir sua própria história.

 
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Publicado por em agosto 29, 2011 em Diário, Poesia

 

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Ligando o “foda-se”

Olá amigos!
Eis uma bela manhã de segunda-feira!!

Depois de um final de semana confuso, meio irreal, retorno a meus afazeres.

Essa coisa de blog é engraçada… Semana passada assisti a alguns vídeos do PC Siqueira – sim, sou fã – e concluí que tenho por obrigação relaxar em relação aos posts do meu próprio blog. Vou explicar: Esse é um espaço criado por mim, e para mim. Não estou vendendo nada, nem sendo paga para criar algum editorial de qualidade. Eu posso escrever tudo o que quiser, e quando quiser, certo?… Por quê seguir uma linha de raciocínio ou escolher apenas um tema? Fui gótica, e no coração, ainda sou. Por algum tempo tentei me entender, via Psicologia e drogas legais. Agora procuro a iluminação espiritual e me sinto muito confortável onde estou. Essa é quem sou. Vivo mudando de opinião, de cor de cabelo, de estilo, de emprego… Minha vida é uma colcha de retalhos, mas eu prefiro chamar de “patchwork”!
Meu ponto é: A auto-censura é a pior das censuras, e hoje em dia, mais do que em qualquer outro período da história, podemos expressar nossas opiniões da maneira que quisermos – claro, usando um mínimo de bom senso.
Durante o curso das nossas vidas sempre haverá algum otário para criticar toda e qualquer coisa que amamos. Então, eu digo: Vá em frente, ligue o “foda-se” e continue na sua estrada, que eu vou tentar não sair da minha!..

Kisses..
Gisele.

 
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Publicado por em agosto 29, 2011 em Diário

 

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